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Tendências tecnológicas para 2021: desafios e oportunidades em TI

Tendências tecnológicas para 2021: desafios e oportunidades em TI

Com as transformações provocadas pela pandemia, a adoção do trabalho remoto e o uso ainda mais intenso das ferramentas digitais, um questionamento muito natural é: quais são as tendências tecnológicas que vão se destacar em 2021?

A boa notícia é que já dá para ter uma ideia mais concreta de quais serão elas. A Gartner, empresa de consultoria em tecnologia que é referência mundial, já apontou as 9 favoritas que têm tudo para dominar o cenário do próximo ano.

Sendo assim, já podemos vislumbrar quais serão as oportunidades e desafios que o setor de TI terá em suas mãos. Vamos entender melhor quais são, afinal?

As 9 principais tendências tecnológicas para 2021

A pesquisa da Gartner foi divulgada em outubro de 2020 e trouxe à tona as tendências de tecnologia estratégicas a que as empresas deverão dedicar atenção e se adaptarem para estarem prontas para esse contexto emergente.

São 9 tendências tecnológicas, sendo que não há uma mais importante que a outra. O foco é somar todas elas e alcançar um status de equilíbrio entre foco em pessoas, independência de localização e entrega resiliente.

Vejamos quais são:

1. Internet do Comportamento (IoB)

A Internet do Comportamento, ou Internet of Behaviors (IoB), é uma tendência que trata da forma como a tecnologia influencia o comportamento das pessoas no ambiente de trabalho

É notável que houve uma mudança drástica no contexto corporativo e na rotina de colaboradores à medida em que as soluções digitais foram sendo implementadas. 

Tanto organizações governamentais quanto empresas do setor privado já se utilizam da tecnologia para monitorar eventos, coletar e gerenciar dados e otimizar processos. 

Com a COVID-19 e a necessidade de criar novos procedimentos padronizados (uso de máscara, higienização das mãos constante, etc), não é incomum que indústrias tenham se utilizado de sensores inteligentes capazes de monitorar o cumprimento dessas normas.

Essa é uma tecnologia que aproxima o mundo digital e físico, buscando a melhor experiência. Mas ainda é preciso superar o desafio de integrar essas ferramentas ao capital humano, desenvolvendo uma política de desenvolvimento de talentos que acompanhe os negócios digitais. 

A metodologia ágil será uma competência fundamental e os especialistas em transformação digital serão profissionais de destaque nesse cenário.

2. Estratégia de experiência total

A experiência nunca foi um fator tão valorizado como nos dias de hoje. Mas com essa tendência, a Gartner aponta a necessidade de uma combinação entre experiência do cliente, do funcionário e do usuário. Ou seja, uma sinergia entre essas três esferas.

A pandemia criou um cenário de disrupção, em que clientes e empresas estão distribuídos por locais diversos, conectados pelo ambiente virtual e utilizando dispositivos móveis massivamente. 

Isso significa que a experiência de todos os lados foi afetada e que é preciso agora estabelecer um equilíbrio entre elas, já que esse modelo de trabalho não vai desaparecer de uma hora para a outra. A COVID-19 acelerou um processo que já estava em andamento, mas que veio para ficar.

Com a experiência total (TX), as empresas devem parar de adotar práticas isoladas e pensar em maneiras de integrar suas ações, beneficiando clientes e colaboradores, além de criar uma vantagem competitiva que a empresa considera “mais sustentável”. 

O desafio aqui é conhecer a fundo esse usuário para investir em uma tecnologia que realmente satisfaça suas necessidades. 

Os desenvolvedores assumirão um papel de protagonismo nesse contexto, pois deverão entender e simplificar essas demandas do usuário, aplicando-as nas funcionalidades certas. Agilidade e visão de negócios serão competências muito valorizadas.

3. Computação que aprimora a privacidade

A computação focada em melhorar a privacidade é não só uma tendência, mas uma necessidade. 

Em 2020, a Lei Geral de Proteção de Dados entrou em vigor e suas sanções começaram a ser aplicadas em 2021, o que vai exigir das empresas um investimento ainda mais expressivo em segurança da informação.  

A Gartner considera que os três princípios fundamentais aqui são: 

  • Ambiente confiável para análise e processamento de dados;
  • Execução de análises e processamentos de maneira descentralizada;
  • Criptografia de dados e algoritmos antes do seu processamento e análise.

Pensando nisso, a engenharia de dados será uma área protagonista por aqui. Esses profissionais vão planejar a arquitetura da solução e determinar os caminhos seguros que os dados devem percorrer. 

Além de garantir a privacidade, esse cuidado garante dados confiáveis, que poderão ser utilizados de maneira estruturada no momento da tomada de decisão, criando uma cultura data-driven no negócio.

4. Nuvem distribuída

O cloud computing já vem sendo utilizado dentro das empresas há algum tempo. Agora, a promessa é que suas aplicações sejam ainda mais importantes no decorrer do tempo. 

A ideia aqui é fazer uso da estrutura em nuvem para diferentes instalações físicas, mantendo os princípios de operação, governança e desenvolvimento centralizados em uma nuvem pública.

Engenheiros especializados em cloud computing deverão atuar entendendo o universo de cada tipo de negócio e adaptando essa tecnologia ao seu respectivo contexto. Assim, garantindo a privacidade dos usuários e uma boa infraestrutura de rede.

5. Operações em qualquer lugar

A pandemia veio para mostrar a importância de não limitar seu negócio a um espaço físico. O mundo real e o digital estão mais conectados do que nunca, e o trabalho remoto é um modelo que veio para ficar.

O relacionamento omnichannel é um dos desafios a serem superados quando falamos dessa tendência tecnológica. Especialmente com setores evoluindo cada vez mais dentro do ambiente digital, como telecomunicações, varejo (e-commerce) e educação (EAD). 

Muitos serviços já estão sendo oferecidos 100% de maneira digital, sem que o cliente precise ter qualquer contato com o estabelecimento físico.

Para que as empresas consigam suportar essa nova demanda, os canais digitais deverão ser aprimorados, visando ao rápido atendimento e a uma experiência de qualidade. Automação, IA, segurança da informação e infraestrutura serão os pilares de uma boa estratégia nesse sentido.

6. Malha de cibersegurança

A malha de cibersegurança é uma das tendências tecnológicas que mudam a perspectiva da segurança da informação.

Com o trabalho remoto e os colaboradores das empresas espalhados, muitos ativos passaram a ser operados fora do perímetro tradicional de segurança. Portanto, a malha de cibersegurança permite que esse novo perímetro seja definido em torno de uma pessoa ou coisa, em vez de um local.

Esse processo permite uma abordagem de segurança muito mais modular e responsiva. Afinal, ele centraliza a coordenação da política de segurança e descentraliza sua execução.

Aqui, o desafio é evoluir a política de segurança tradicional (“cercando” a infraestrutura) para uma que considere as necessidades atuais (sem “muros”). Por isso, arquitetos de segurança serão muito requisitados neste setor.

7. Negócios inteligentes e combináveis

Esse tópico das tendências tecnológicas trata da adaptabilidade das empresas. Ou seja, da sua capacidade de se reorganizar e se recombinar conforme a situação atual.

Com o processo de transformação digital e as mudanças provocadas pela pandemia, o que se viu é que qualquer organização precisa estar preparada para se adaptar aos mais diversos cenários, se necessário. Esse é um dos princípios da sobrevivência de um negócio atualmente.

Para alcançar aprimorar essa habilidade, é importante que a cultura da empresa inclua uma metodologia de atualização constante, facilitando o acesso à informação

Será muito importante, ainda, conferir mais autonomia às equipes, para que possam se organizar sem muitas dificuldades sempre que for preciso.

8. Engenharia de IA

A Inteligência Artificial é um campo amplo a ser explorado. Novas formas de aproveitar esse potencial estarão em evidência em 2021. 

A chamada governança de IA deverá trabalhar aspectos como confiança, ética, transparência, interpretabilidade e confiabilidade. Dessa forma, problemas de escalabilidade, que hoje são tão comuns, ficarão para trás. 

Os profissionais com capacidade de integrar essa visão ao processo de DevOps serão especialmente valorizados devido a essa necessidade.

9. Hiperautomação

Nos últimos anos, muito se fala sobre a importância de automatizar processos repetitivos e que consomem muito tempo das equipes internas de uma empresa.

Porém, a Gartner aponta que uma das tendências tecnológicas para 2021 é a hiperautomação. Em outras palavras, não basta automatizar uma coisa ou outra: quem automatizar tudo é que vai sair na frente.

Esse processo precisa ser construído com tecnologias enxutas e conectadas, que realmente geram uma integração do fluxo de trabalho. Hoje o que se vê ainda são muitas empresas que trabalham com ferramentas desconexas e que não entregam sua melhor performance. 

Engenheiros de Inteligência Artificial, de Software e especialistas em transformação digital deverão oferecer o suporte a essa inovação e permitirem a escalabilidade das soluções digitais dentro das organizações. 

Será preciso avaliar o status tecnológico da empresa e investir em arquitetura de software para identificar e solucionar falhas do sistema que impedem o progresso interno. A TI será o ponto de partida para mudanças em toda a estrutura interna de um negócio.

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