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Processamento de dados: como funciona e o que muda com a LGPD?

Processamento de dados: como funciona e o que muda com a LGPD?

O processamento de dados envolve uma série de atividades executadas de maneira ordenada, resultando em um arranjo de informações úteis para determinado objetivo.

Sua empresa sabe como realizar esse procedimento? O processamento de dados é o objetivo central da área de TI dentro das empresas.

Isso acontece porque, como a sociedade está hiperconectada e gera informações o tempo todo, o chamado Big Data se mostra uma ferramenta preciosa para a identificação de oportunidades de negócio.

Esses dados provém das redes sociais e internet de forma geral. O processamento de dados, apenas de ser um processo cotidiano e relativamente comum dentro das organizações nos dias de hoje, deve ser bem feito para que seja eficiente e seguro.

Neste artigo, vamos falar sobre o conceito de processamento de dados, sua importância, etapas e como fazê-lo da forma correta, de acordo com as regras impostas pela Lei Geral de Proteção de Dados.

Dicas de TI para empresas

Importância do processamento de dados

O processamento de dados funciona como um filtro, garantindo que apenas informações úteis para a empresa sejam separadas das demais.

Em outras palavras, o processamento de dados, quando feito de forma correta, é crucial para garantir os pilares que garantem uma informação de qualidade: integridade, confiabilidade e disponibilidade.

Todos os dias, as empresas têm acesso a um volume intenso de dados, tanto internos do negócio, tanto externos e vindo de bases de terceiros.

Nem sempre esses dados são devidamente estruturados e passar tudo em uma peneira é a melhor forma de garantir a segurança.

Como funciona o processamento de dados?

O processamento de dados é, de maneira geral, um processo que ocorre conjuntamente entre o hardware (que pode ser um desktop, smartphone, tablet ou outro tipo de servidor) e o software (sistema operacional ou aplicativo que mostrará os dados).

A entrada dos dados acontece por meio do hardware, que faz sua coleta e os distribui para o processador. Em seguida, o software responsável faz a recepção, análise, tratamento e conclusão das informações que poderão ser utilizadas.

Ao todo, existem quatro modelos de processamento de dados, que são:

  • Em batch: os dados são enviados diretamente ao servidor central de determinada empresa, sendo agrupados e armazenados para que o processamento dos mesmos ocorra no horário previamente programado (gestão de backup diário, por exemplo);
  • Em tempo real ou streaming: o processamento de registros é imediato e sequenciado, ou seja, quando uma informação é processada, inicia-se um novo registro;
  • Online: o processamento de dados acontece no momento exato em que a ação é computada;
  • Offline: não há conexão direta entre o terminal e o servidor, assim os dados ficam armazenados em um dispositivo até que possam ser transmitidos.

Etapas do processamento de dados

Os processos de análise e tratamento são fundamentais para que os resultados sejam satisfatórios

Isso porque é nestas etapas que haverá uma separação de dados inconsistentes, assim como uma classificação mais assertiva de toda informação coletada.

O objetivo de todas essas etapas é agrupar dados de maneira inteligente, que possam evidenciar fatos, tendências e indicadores de desempenho que permitam previsões e definições de estratégias.

Para que o processamento de dados seja eficiente, existem ferramentas específicas disponíveis no mercado que auxiliam nessa tarefa. 

Elas são úteis pois são capazes de armazenar massivamente qualquer tipo de informação, seja ela em forma de texto, vídeo ou áudio, por exemplo. Além disso, são eficazes ao executar diversas tarefas de forma simultânea, tratando, agrupando e extraindo dados. 

Esse tipo de programa também é protegido contra falhas inesperadas, como panes que podem colocar tudo a perder. 

Isso porque ele pode direcionar as informações para outro equipamento com bom funcionamento, não prejudicando a performance e evitando prejuízos com atrasos.

O que muda no processamento de dados com a LGPD?

A Lei Geral de Proteção de Dados, ou Lei nº 13.709, entrará em vigor em 16 de agosto deste ano, impactando diretamente na forma como as empresas devem tratar o processamento de dados

Essa lei foi criada basicamente com o objetivo de fornecer mais ferramentas de controle aos usuários sobre como seus dados, que são usados por empresas digitais. 

A LGPD vai regulamentar o uso, a proteção e a transferência de dados pessoais nos âmbitos privado e público.

A nova lei criará um cenário de segurança jurídica mais eficiente a partir da padronização de normas e práticas, que buscam garantir a proteção, no país e no mundo, dos dados pessoais de todo cidadão que esteja no Brasil.

Em outras palavras, tanto os dados pessoais (como CPF e RG), tanto os dados sensíveis (como informações relacionadas a etnia e religião) estarão sujeitos a requisitos de proteção mais rigorosos e protegidos pela legislação.

Com a vigência da nova lei, para que o processamento de dados seja seguro e para que a empresa não sofra punições por vazamento de dados ou por uso indevido de informações de terceiros, algumas novas medidas devem ser incluídas dentro deste procedimento, como:

Transparência

A transparência com o público será o principal aspecto a ser priorizado com a vigência da LGPD.

Todas as informações contidas no processamento de dados de uma organização devem ser concedidos por aqueles aos quais pertencem. 

Ou seja, a coleta dos dados deve ser informada ao usuário, assim como as razões pelas quais ela será feita e de que forma será utilizada.

Da mesma forma, o acesso aos dados pode ser revogado a qualquer momento, pois as empresas deverão respeitar a vontade do usuários.

Padronização dos fluxos de trabalho

A padronização dos fluxos de trabalho deve ser uma das medidas estabelecidas na governança de TI adaptada à LGPD e essencial para um processamento de dados mais seguro. 

Todos os membros da equipe devem saber o que fazer e como fazer, principalmente em uma situação de vulnerabilidade. Educar os profissionais quanto à lei e quanto ao regulamento interno é uma forma de garantir o cumprimento dessa estratégia.

Segurança reforçada

O estabelecimento de um controle de acesso mais restrito é essencial para criar um limite de quem pode acessar os recolhidos pela empresa. Essa medida evita que as informações transitem entre muitas pessoas ou sistemas, ficando em uma situação de maior risco.

Investimento na equipe de TI

Os profissionais de TI nas empresas devem formar uma equipe forte, preparada e experiente.

Além de coordenarem o processamento de dados, esses colaboradores deverão garantir a segurança constante, criando barreiras, monitorando processos, fazendo testes de vulnerabilidade, entre outras ações estratégicas.

Por outro lado, ainda precisarão investir em procedimentos que garantam a consciência do usuário sobre seus dados fornecidos, assim como se manterem atualizados sobre as resoluções da Autoridade Nacional de Proteção de Dados Pessoais (ANPD), órgão responsável por fiscalizar o cumprimento da LGPD.

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